domingo, 27 de junho de 2021

Viu o home?

No ano de 2009 eu criei o blogue O Eleitoral. O objetivo inicial era escrever crônicas da dinâmica política do Baixo São Francisco, com ênfase no Sistema de Cumplicidade. Com o decorrer das postagens, outras foram escritas sobre a política nacional. Também foram publicadas curiosidades, algumas poesias e o folhetim O Eleitoral com somente três publicações.

No ano de 2015, reuni as crônicas regional em um livro que o intitulei de Viu o home? Esta expressão foi escolhida por ser muito usual em nossa região, quiçá no Brasil inteiro para definir aqueles que detém poder, seja público ou particular. Algumas pessoa riram bastante. Outras ficaram receosas e outras aborrecidas.

Neste mesmo ano, a convite do vereador Joselito Rosendo, fui a Câmara de Vereadores de Porto Real do Colégio e lá expus o conteúdo e a importância do livro.

Capa
Rôndone Ferreira

O livro foi prefaciado por Claudomir Tavares que é professor, comunicador e membro da Academia de Letras de Propriá - SE. No prefácio, ele diz:

"Em Viu o Home?, Ronaldo nos remete a uma viagem cujas estações incluem paradas em 05 de outubro e Frevo eleitoral, avançando para o Fundo de quintal, nos lembrando Quem come. Quem não come, condenando o que considera Coisa de cabra safado.    Enquanto   estamos    A    espera    de    um candidato,  Ronaldo nos faz lembrar das Malditas picuinhas e da Mazela eleitoral, que muitas vezes deságuam  em Cãomício.  Mas será  que É  assim mesmo, pois enquanto Eu, Pobre, eles, Os prefeitos, a folha paralela e os cognatos precisam ser freados.

Claudomir

Assim como previa Bertolt Brecht ao afirmar que “A omissão é o peso moro da História”,Ronaldo nos remete em A irmã da covardia, e O poder que não elege, pode desaguar no prejuízo que faz A merenda que não está nas escolas. Considerando que Este é mais um ano eleitoral, dá para se contentar com O menos pior ou quem dá mais?, pois Eles não se elegem por si. Com a Língua solta, lembre-se de que É em casa que se aprende a barganhar.

Ronaldo poderia ter escolhido qualquer uma das 32 crônicas para ilustrar o título deste trabalho,pois, todas elas refletem momentos que se completam, o que dá dimensão ao conjunto de uma obra que é o resultado de uma leitura socializada, mas que assim como avaliou Heráclito, 'nenhum homem banha-se duas vezes no mesmo rio...,sendo sua releitura indispensável, pois... ele não será o mesmo homem, nem o rio será o mesmo rio'.".

Meu objetivo foi alcançado e o blogue O Eleitoral ficou sem atualizações por um bom tempo devido a outros projetos que ocuparam e ocupam meu tempo. Por esse motivo, resolvi reunir os textos e republicá-los no blogue Ron Perlim e no site Viu o home? quase toda a produção que vai desde 2009 até 2019, dividida em três categorias: crônicas regional, crônicas nacional, citações e "poesias".

Os textos serão republicados gradualmente, até porque passará por uma releitura e certamente sofrerá mudanças pontuais.

Até mais!

 

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Esse óculos é da política


Enquanto houver crianças dizendo: "Tia, esse óculos é da política", não haverá mudanças significantes nesta República.

 

Saiba Mais

Site Viu o home?



terça-feira, 24 de abril de 2018

Partido sem sigla


O meu partido é aquele que combate a fome e a miséria.

Que olha para os abandonados e excluídos.

Que tem o olhar atento para as minorias, os injustiçados.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Sistema de cumplicidade




Desde jovem, ouço críticas ácidas sobre os políticos. Essas críticas, com o passar dos anos, suscitou sentimentos de aversão e até ódio sobre aqueles que praticavam e viviam na política. Elas viam de cima para baixo e como a maioria dos brasileiros, estava cansado, revoltado e com sede de justiça.
Eu fui um jovem que sempre busquei compreender as coisas e Sofia me ajudou bastante nisso. Então, me debrucei sobre os livros. Queria respostas para as minhas dúvidas, os meus sentimentos; mas eles não me satisfizeram. Era preciso participar da política para saber como ela funcionava. E compreender, principalmente, por que políticos com vida pregressa maculada se perpetuam no poder
Nessa busca, compreendi que o nosso sistema político é um sistema de cumplicidadeÉ cúmplice o eleitor quando mercadeja o voto. É cúmplice o político quando aceita essa condição ou a impõe. O voto, nesse sistema, não cumpre sua função social, não elege políticos. Não passa de uma simples mercadoria. Nele, não dar para indigitar culpados, nem inocentes se levarmos em conta o modo como foram educados, a origem de cada um. 
No cotidiano politico, defino esse sistema de comércio eleitoralque nada mais é que  mercadejar o voto. Pouco se fala nele, seja por ignorância ou má-fé. Ele pode ser dividido em compra e venda de voto; favores e financiamento. A sua prática é comum e visível em todos os municípios deste país. O Congresso é apenas a dimensão de tudo isso em situações muito mais complexas.
 O sistema é péssimo, pois, abriu e abre espaço para que todo tipo de gente chegue ao poder. Ele facilita e pari a corrupçãoNesse sistema, o político acusa o eleitor de vender o voto e o eleitor acusa o político de não fazer nada por ele. E nisso, nosso país vive procriando políticos de toda espécie. Exemplo disso é o que estamos vivenciando em nossos dias.
Sei que, enquanto só se apontam os erros das tribunas e não se buscam mecanismos efetivos que sirvam de contraponto na reeducação política de nossas crianças, é tolo quem acredita em mudanças significantes nesta república ou que operações como a Lava Jato passará o país a limpo. Tudo bobagem! Tudo engodo!
É preciso entender uma coisa: políticos não são eleitos por siÉ isso que se deve discutir. É isso que crianças, adolescentes e jovens devem compreender. Sem essa compreensão, o sistema permanecerá como se acha, camuflando-se de democracia.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Aquilo é política

A Lava Jato se tornou um problema porque se apropriaram dela para a instrumentalização política. Basta lembrar dos vazamentos seletivos, da condução coercitiva de Lula baseada em ilações, da sua ida para o Planalto e os grampos ilegais. 

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