Tem que ter uma ruptura

Maria não vai com as outras

As manifestações ocorridas nos últimos dias são necessárias e justas, pois, ninguém aguenta tanta injustiça e descalabro dos empregados eletivos com a coisa pública. Delas, os radicais (os caras das bombas e quebra-quebra) devem ser repudiados.

Têm-se produzido artigos e crônicas que tratam delas.  As redes borbulham de links, recortes de jornais e outras películas não com os objetivos específico das manifestações, mas buscando descaracterizar a Presidente; prenunciando as eleições de 2014. E o pior, muitos desses compartilhamentos espelham desdém contra os beneficiários do Bolsa Família, preconceito, falta de pudor, ódio, ignorância, fragmentos de textos tendenciosos com o propósito de convencer os desavisados que tudo que não presta neste país surgiu a partir de 2001 a 2013.

Todos sabem que a maioria dos manifestantes quer educação, saúde, saneamento, justiça, transporte público e outros serviços de qualidade. Infelizmente muitos pegaram carona nas ruas e nas redes para direcionar todos os problemas do país a uma única pessoa: Dilma Roussef. Isso é justo? Não! É injusto e degradante. Explico: os serviços citados e sem qualidade são de responsabilidade dos prefeitos e governadores. Cabem as Câmaras, aos MPs e a sociedade cobrar e exigir onde o dinheiro público está sendo aplicado.

Onde Dilma entra nessa história? Ela representa a União. A União transfere todos os meses, a cada dia dez de cada mês recursos para as prefeituras e estados. Esses recursos se destinam para a saúde, a educação, saneamento e outros serviços. Tudo está no Transparência. Vá ao portal, veja o quanto o seu estado e município recebeu e observe se o dinheiro foi aplicado de forma adequada.

Estou defendendo o Governo? Apoio o PT? De forma nenhuma. Só não acho justo quererem transferir um problema crônico do Brasil para um Governo, atribuindo todos os males da nação a ele. E concluo: quando estiver nas redes, procure averiguar as informações que são compartilhadas e a quem elas se vinculam. Há muita mentira, picuinha, interesses pessoais e políticos nas redes.

Comentários