Tem que ter uma ruptura

A historinha é essa

Entre os meses de novembro e dezembro do ano passado, presenciamos o triste e lamentável embate entre os servidores e os governos municipais no que se refere a pagamentos.

E um dos maiores exemplos desse tipo de embate aconteceu em várias cidades do Baixo São Francisco quando prefeitos não reeleitos não pagaram aos servidores, apropriando-se do dinheiro público como se fossem bens pessoais. Como sempre, alegam que “não tem dinheiro”.

Acontece que essa conversa fiada e mole não mais se sustenta – se é que se sustentou algum dia -. Sabe-se que no decorrer de 30 dias a cada dia dez os recursos são depositados nas contas de todas as prefeituras. Se “não tem dinheiro”, então ele tomou dois destinos: ou foram desviados ou o gestor é um tremendo irresponsável. Mas nas pequenas cidades as coisas são visíveis e a segunda hipótese não se aplica bem.

O que se sabe é que os servidores ficam na penúria, enquanto eles e os seus grupinhos desfrutam do suor de todos os homens e mulheres decentes que pagam impostos. E nas pequenas cidades as Câmaras não são câmeras, parte do Judiciária não pertence ao Judiciário e as contas vão-se acumulando e nada se resolve.

E toda essa coisa ruim e desagradável tem acontecido há anos neste país porque não são as propostas que são eleitas, mas o voto comprado, barganhado. Essa prática desprezível tem aberto espaço para que todo tipo de gente seja eleita e reeleita.


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