Tem que ter uma ruptura

Para professor? Não tem dinheiro

A maioria dos prefeitos e governadores deste país é inimiga da educação e dos educadores. Usam como argumento um discurso pífio, tolo de que “não tem dinheiro”, subestimando a inteligência dos docentes.
Por todas as partes deste país, muitas são as greves; seguidas de bate-bocas, reprimidas pela polícia e pela Justiça que tudo enxerga. E os inimigos da educação não se cansam de desqualificar os seus profissionais quando tentam, e às vezes conseguem, colocar a sociedade contra a classe de educadores. Uma coisa é óbvia: os filhos deles não estudam nelas.
E o discurso se repete: “não tem dinheiro”, tratando docentes e pais de alunos com desdém. E como poderia ter, se parte do dinheiro é destinado para vereadores e deputados, funcionários contratados irregularmente, os mensalinhos e mensalões que não é, não foi e não será novidade neste sistema pífio.
E o pior: tem prefeito (a), governador (a) usando da força (fantasma do militarismo) para coibir, silenciar, dividir a classe com o intuito de desqualificar, desestabilizar essa categoria de profissional que há anos luta por uma posição justa, digna que não difere dos demais com formação acadêmica.
São tão descarados que ignoram o artigo 4º, parágrafo 2º da Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008 que diz: “A União será responsável por cooperar tecnicamente com o ente federativo que não conseguir assegurar o pagamento do piso, de forma a assessorá-lo no planejamento e aperfeiçoamento da aplicação de seus recursos”. Até a presente data nenhum prefeito ou governador abriu as suas contas para receber “cooperação técnica”, nem “assessoramento para o planejamento e aperfeiçoamento da aplicação dos recursos”. Por quê?
Porque preferem a mancebia da corrupção, são inimigos públicos da educação e dos educadores; mantêm folhas irregulares, não abrem as contas para o MEC por causa das falcatruas que praticam e, por último, querem se manter no poder através da mercantilização do voto. 




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